Posted by : Francisco Souza
sábado, 24 de fevereiro de 2018
Talento natural
Talento natural,Emoção,Mente
Já discorremos um pouco sobre
este assunto. Alguns possuem dons naturais mais elevados do que outros;
simplesmente são mais naturalmente alertas. Alguns são muito eloqüentes, e podem
apresentar seus argumentos de modo convincente. Outros possuem a habilidade da
análise/ capacidade de dissecar o problema e colocar tudo em boa ordem. Outros
são fisicamente fortes: podem trabalhar o dia inteiro sem parar. E ainda
outros são altamente capazes de gerenciar negócios. Ora, prontamente compreendemos
que Deus usa os talentos naturais do homem; mas ao ser usado por Deus, o homem
tem a tendência de confiar em seus talentos.
Por exemplo, um crente pode
ter dificuldade com as palavras mas ser bom gerente, enquanto outro crente pode
ser eloqüente mas não ter tino comercial. Se o Senhor enviasse ambos a pregar a
palavra de Deus, o primeiro, sem dúvida, oraria muito e dependeria muito do
Senhor, pois conhece sua dificuldade. O segundo crente, embora também orasse e
também dependesse do Senhor, sua dependência não seria tão total como a do
primeiro, pois um crente como ele invariavelmente confiaria um pouco em sua
eloqüência. Ou se o Senhor pedisse que ambos fizessem algo, o primeiro crente
não seria tão dependente do Senhor quanto o segundo. Nosso talento natural é o
poder de nossa vida da alma. Pouco percebemos o quanto confiamos e o quanto
dependemos do poder da alma para nossas obras no serviço do Senhor. Do ponto de
vista de Deus, muitas são as obras realizadas no poder da alma!
Emoção
Talento natural,Emoção,Mente
As emoções podem proceder de
dentro de nós mesmos ou podem ser causadas por outras pessoas. Às vezes, devido
ao fato de que aqueles a quem amamos não são salvos ou então não chegam ao
lugar que antecipávamos para eles, somos levados a exercer nosso esforço máximo
a fim de salvá-los ou edificá-los. Esse tipo de trabalho geralmente é
infrutífero, entretanto, por ser motivado por nossa afeição natural. Outras
vezes podemos receber graça especial de Deus. Como resultado, nosso coração
fica tão cheio de luz e alegria que sentimos como se um fogo nos queimasse por
dentro dando-nos alegria indizível. É nesse momento que a presença de Deus
mais se manifesta; nossa alma fica tão excitada que desperta dentro de nós
muitas emoções.
E extremamente fácil trabalhar para o Senhor em tal atmosfera. Nosso coração transborda; e mal podemos conter a vontade de falar aos outros das coisas do Senhor. Em situações normais podemos saber que não devemos falar demais, mas por termos recebido luz especial agora falamos incessantemente acerca das coisas de Deus. Reconheçamos que este tipo de trabalho procede principalmente de nossas emoções. Só quando nosso coração está cheio deste "fogo" e nos sentimos como se tivéssemos subido ao terceiro céu podemos trabalhar. Mas se o Senhor não nos der tal alegria, imediatamente nos tornamos pessoas que parecem levar um fardo insuportável e que não podem dar nenhum passo. Então o estado de nosso coração é frio como gelo, não temos um estímulo emocional, e não podemos pregar o evangelho. Nesse momento nossa vida interior parece tão árida que simplesmente não podemos trabalhar. Ainda que forçássemos a nós mesmos a operar, tal trabalho seria feito com desânimo.
E extremamente fácil trabalhar para o Senhor em tal atmosfera. Nosso coração transborda; e mal podemos conter a vontade de falar aos outros das coisas do Senhor. Em situações normais podemos saber que não devemos falar demais, mas por termos recebido luz especial agora falamos incessantemente acerca das coisas de Deus. Reconheçamos que este tipo de trabalho procede principalmente de nossas emoções. Só quando nosso coração está cheio deste "fogo" e nos sentimos como se tivéssemos subido ao terceiro céu podemos trabalhar. Mas se o Senhor não nos der tal alegria, imediatamente nos tornamos pessoas que parecem levar um fardo insuportável e que não podem dar nenhum passo. Então o estado de nosso coração é frio como gelo, não temos um estímulo emocional, e não podemos pregar o evangelho. Nesse momento nossa vida interior parece tão árida que simplesmente não podemos trabalhar. Ainda que forçássemos a nós mesmos a operar, tal trabalho seria feito com desânimo.
Percebemos, pois, que o
trabalho para Deus é quase que inteiramente controlado por nosso sentimento.
Quando o sentimento de calor, como descrito antes, invade-nos podemos voar tão
alto como a águia; quando há ausência desse sentimento, mal podemos nos
arrastar. E uma vez que o sentimento, excitação e afeição pertencem à parte
emocional de nosso ser, todos os santos que são governados por estes impulsos
interiores operam pelo poder da vida da alma. Ainda têm de entregar estas
coisas à morte e operar no espírito.
Mente
Talento natural,Emoção,Mente
Nossa obra para o Senhor
freqüentemente é afetada ou governada por nossa mente. Às vezes, não sabendo
como procurar a vontade de Deus, tomamos nosso pensamento como sua vontade, e
assim nos desviamos. Determinar nossa caminhada obedecendo à mente é muito
perigoso.
Se ao preparar-nos para falar
quebramos a cabeça a fim de desenvolver muitos pontos, fazer esboços e
divisões, prever reações, apresentar princípios e parábolas, tal palestra acaba
ficando sem vida. Embora possa despertar algum interesse no auditório, não
poderá outorgar vida às pessoas.
Há outra função da mente que,
creio eu, muitos servos do Senhor têm usado erradamente — a memória. Quantas
vezes na pregação usamos nosso poder de recordar! Decoramos o que ouvimos, e
mais tarde pregamos, o que por esse meio, temos armazenado na mente.
Às vezes entregamos às pessoas o ensinamento bíblico que decoramos; e outras vezes pregamos às pessoas usando nossas notas. Tudo isso é operação da mente. Entretanto, não sugiro aqui que nós mesmos não tenhamos experiência nenhuma do que pregamos. Talvez o que sabemos e decoramos sejam deveras as lições que Deus nos ensinou no passado, logo, as experimentamos de verdade. Não obstante, se as entregamos de memória ou somente por meio de notas, pertencem, inegavelmente, à obra da mente.
Às vezes entregamos às pessoas o ensinamento bíblico que decoramos; e outras vezes pregamos às pessoas usando nossas notas. Tudo isso é operação da mente. Entretanto, não sugiro aqui que nós mesmos não tenhamos experiência nenhuma do que pregamos. Talvez o que sabemos e decoramos sejam deveras as lições que Deus nos ensinou no passado, logo, as experimentamos de verdade. Não obstante, se as entregamos de memória ou somente por meio de notas, pertencem, inegavelmente, à obra da mente.
Por que digo isto? Porque
logo após termos tido experiência de certa verdade, embora originariamente tivesse
ela sido incorporada em nossa vida, somente o conhecimento dessa verdade foi
armazenado em nosso cérebro. E se, depois, usarmos o poder da memória a fim de
recordar e pregar a verdade que experimentamos no passado, nossa obra
permanece no reino da mente. Ora, uma vez que a mente e a memória pertencem à
alma, nossa dependência delas significa que confiamos no poder da vida da alma.
Ainda estamos sob o controle da vida natural.
As três características acima
são as obras da alma mais proeminentes. Tais obras não são pecado, nem são
totalmente ineficazes para salvar as pessoas; entretanto, os frutos que
produzem são muito limitados. Devemos vencer estes tipos de obras da alma
dependendo da cruz. O Senhor Jesus ensinou-nos que nossa vida natural, ou vida
da alma devia, como o grão de trigo, cair no chão e morrer. Quando falamos
segundo nossa experiência, é natural que demos grande valor a nosso
talento, nos deleitemos em nosso sentimento e confiemos em nosso pensamento.
Mas nosso Senhor nos disse que devemos odiar essa vida da alma; doutra forma,
amando-a, perderemos o poder da vida sobrenatural do espírito que Deus nos
concedeu. A morte da cruz deve operar profundamente nesta área de nossas
naturezas. Devemos estar dispostos a entregar à cruz a vida da alma que tanto
amamos, estar dispostos a morrer com Cristo nesta área, a fim de livrarmo-nos
da dependência do talento natural, do sentimento e do pensamento, de modo que
possamos odiar este tipo de obra com todo o nosso coração. Enquanto servimos
ao Senhor, devemos considerar o talento, o sentimento e o pensamento como nada.
Detestamos este tipo de poder da vida natural e estamos prontos a entregá-lo à
morte de cruz.
Se, no lado negativo, sempre
mantivermos a atitude de ódio para com a vida da alma, aprenderemos, experimentalmente,
como depender do poder da vida do espírito e desta forma, produziremos frutos
para a glória de Deus.
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