Posted by : Francisco Souza
terça-feira, 19 de maio de 2015
A santidade é
um dos atributos do Deus Todo-Poderoso. A santidade tem origem no ser divino e
eterno do Senhor Deus. A Bíblia nos informa que Deus é absoluto em santidade:
“Ó Senhor,
que é como tu entre os deuses? Quem é como tu glorificado em santidade,
terrível em louvores, operando maravilhas?” (Ex 15.11).
“E clamavam
uns aos outros, dizendo: Santo, Santo, Santo é o Senhor dos Exércitos; toda a
terra está cheia da sua glória” (Is 6.3).
“Os quatro
seres viventes tinham, cada um, seis asas, e ao redor, e por dentro, estavam
cheios de olhos. Não descansam nem de dia nem de noite, dizendo: Santo, Santo,
Santo é o Senhor Deus, o Todo-Poderoso, aquele que era, e que é, e que há de
vir” (Ap 4.8).
“Quem não te
temerá, ó Senhor, e não glorificará o teu nome? Pois só tu és santo. Todas as
nações virão, e se prostrarão diante de ti, pois os teus juízos são manifestos”
(Ap 15.4).
O início da
santidade em nossas vidas vem do próprio Deus, por meio de Jesus Cristo:
“E por isso
também Jesus, para santificar o povo pelo seu próprio sangue, padeceu fora da
porta” (Hb 13.12).
A
palavra de Deus é também um agente purificador em nossas vidas:
“Santifica-os
na verdade, a tua palavra é a verdade” (Jo 17.17).
“Para a
santificar, purificando-a com a lavagem da água, pela palavra, a fim de
apresentá-la a si mesmo igreja gloriosa, sem mácula, nem ruga, nem coisa
semelhante, mas santa e irrepreensível” (Ef 5.26,27).
O
progresso em santificação
O primeiro
momento de santificação em nossa vida acontece no instante da nossa conversão
ao Senhor Jesus Cristo, como está escrito:
Alguns dos
outros textos que reforçam a necessidade da santificação progressiva em nossas
vidas são os seguintes:
O homem, de
acordo com o ensino bíblico, é formado por três partes distintas, sendo assim
um ser tricotômico constituído pelo corpo físico, a alma e o espírito. Por esta
razão, é cabível ao homem santificar as três partes distintas que o constituem:
“Portanto, se
alguém está em Cristo, nova criatura é; as coisas velhas já passaram, tudo se
fez novo” (2Co 5.17).
O passar das
coisas velhas, no texto paulino, significa a nossa libertação por meio de Jesus
Cristo. Os nossos antigos pecados ficam para trás e passamos a andar em
novidade de vida. Porém esse é apenas o início da vida de santificação do
crente. O texto áureo sobre santificação nos elucida muito bem este princípio
doutrinário:
“Segui a paz
com todos, e a santificação; sem a santificação ninguém verá o Senhor” (Hb
12.14).
Seguir a
santificação significa, em outras palavras, continuar a santificação de todo o
nosso ser. O momento inicial de santificação, quando nos convertemos a Cristo,
pode ser chamado de “santificação imediata”; o seguir a santificação, por sua
vez, pode ser denominado “santificação progressiva”, pois pouco a pouco vamos
sendo aperfeiçoados no caminho do Senhor.
Alguns dos
outros textos que reforçam a necessidade da santificação progressiva em nossas
vidas são os seguintes:
“Falo como
homem, por causa da fraqueza da vossa carne. Pois assim como oferecestes os
vossos membros à escravidão da impureza e da iniqüidade, para a iniqüidade,
assim apresentai agora os vossos membros para servirem à justiça para a
santificação. Mas agora, libertados do pecado, e feitos servos de Deus, tendes
o vosso fruto para a santificação, e por fim, a vida eterna” (Rm 6.19,22).
“[...] Quanto
ao trato passado, vos despojeis do velho homem, que se corrompe pelas
concupiscências do engano; e vos renoveis no espírito do vosso entendimento; e
vos revistais do novo homem, que segundo Deus é criado em verdadeira justiça e
santidade” (Ef 4.22,23).
A
SANTIFICAÇÃO DO CORPO, DA ALMA E DO ESPÍRITO
O homem, de
acordo com o ensino bíblico, é formado por três partes distintas, sendo assim
um ser tricotômico constituído pelo corpo físico, a alma e o espírito. Por esta
razão, é cabível ao homem santificar as três partes distintas que o constituem:
“O mesmo Deus
de paz vos santifique completamente. E todo o vosso espírito, alma e corpo
sejam plenamente conservados irrepreensíveis para a vinda de nosso Senhor Jesus
Cristo” (1Ts 5.23).
“Fugi da
prostituição. Todo o pecado que o homem comete é fora do corpo, mas o que se
prostitui peca contra o seu próprio corpo. Ou não sabeis que o nosso corpo é
santuário do Espírito Santo, que habita em vós, proveniente de Deus? Não sois
de vós mesmos” (1Co 6.18.19).
É com o
espírito que o homem se relaciona com Deus. Antes de nos convertermos a Cristo,
vivemos numa incômoda e triste situação, num estado mortal, segundo as
Escrituras:
A
santificação do corpo
O nosso corpo
é a parte tangível ao natural. Deus criou o corpo humano com um propósito
especial, diferentemente de todos os outros seres criados. O nosso corpo,
segundo o que ensina a palavra de Deus, foi criado para a habitação de Deus em
nós:
“Não sabeis
vós que sois santuário de Deus, e que o Espírito de Deus habita em vós?” (1Co
3.16).
“Fugi da
prostituição. Todo o pecado que o homem comete é fora do corpo, mas o que se
prostitui peca contra o seu próprio corpo. Ou não sabeis que o nosso corpo é
santuário do Espírito Santo, que habita em vós, proveniente de Deus? Não sois
de vós mesmos” (1Co 6.18.19).
“E nele
também vós juntamente sois edificados para morada de Deus no Espírito” (Ef
2.22).
Como pode um
Deus puro e santo, habitar em um tabernáculo imundo? A santidade de Deus não
comunga nem jamais comungará com a profanação e a impureza. Por isso mesmo a
Bíblia nos exorta a santificarmos o nosso corpo:
“Esta é a
vontade de Deus para a vossa santificação: que vos abstenhais da prostituição;
que cada um de vós saiba possuir o próprio corpo em santificação e honra; não
no desejo da lascívia, como os gentios, que não conhecem a Deus; e que, nesta
matéria, ninguém oprima ou engane a seu irmão. O Senhor é vingador de todas
estas coisas, como também antes vo-lo dissemos e testificamos. Pois Deus não
nos chamou para a impureza, mas para a santificação” (1Ts 4.3-7).
As atitudes
que tomamos através do nosso corpo também são pesadas na balança de Deus, e
todo o nosso proceder, incluindo o nosso modo de nos vestirmos, falar e
tratarmos o nosso próximo:
“Mas como é
santo aquele que vos chamou, sede vós também santos em todo o vosso
procedimento; pois está escrito: Sede santos, porque eu sou santo” (1Pe
1.15,16).
A
santificação da alma
A alma é a
sede da vontade, dos sentimentos e das emoções. Se os nossos sentimentos,
nossas vontades e nossas emoções forem puros, conseqüentemente, as nossas ações
também serão puras. Esta é a razão pela qual a Bíblia nos exorta a santificação
da nossa alma. Os nossos sentimentos, nossas vontades e nossas emoções devem
ser controlados de forma a não prejudicarmos a nossa vida diante de Deus:
“E a paz de
Deus, que excede todo o entendimento, guardará os vossos corações e as vossas
mentes em Cristo Jesus. Quanto ao mais, irmãos, tudo o que é verdadeiro, tudo o
que é honesto, tudo o que é justo, tudo o que é puro, tudo o que é amável, tudo
o que é de boa fama, se há alguma virtude, e se há algum louvor, nisso pensai”
(Fp 4.7,8).
“Sejam
agradáveis as palavras da minha boca, e a meditação do meu coração perante a
tua face, ó Senhor, Rocha minha e Redentor meu!” (Sl 19.14).
A santificação do espírito
“Ele vos
vivificou, estando vós mortos nos vossos delitos e pecados, nos quais andastes
outrora, segundo o curso deste mundo, segundo o príncipe das potestades do ar,
do espírito que agora opera nos filhos da desobediência. Estando nós ainda
mortos em nossos delitos, nos vivificou juntamente com Cristo (pela graça sois
salvos), e nos ressuscitou juntamente com ele, e nos fez assentar nas regiões
celestiais, em Cristo Jesus” (Ef 2.1,2,5).
Este estado
de imortalidade acontece em nosso espírito. Antes de nos encontrarmos com o
nosso salvador, o nosso espírito permanece morto, e então, ficamos
impossibilitados de nos relacionarmos com o nosso Criador.
Nosso
espírito permanece morto, antes do nosso escontro com Jesus, por causa do
pecado. A Bíblia diz que “o salário do pecado é a morte” (Rm 6.23). Se não nos
afastarmos do pecado, estaremos expondo o nosso espírito a perigos drásticos, o
que as Escrituras não recomendam. O conselho precioso de Deus quanto ao nosso
espírito é que o mesmo seja também santificado:
Nosso
espírito permanece morto, antes do nosso escontro com Jesus, por causa do
pecado. A Bíblia diz que “o salário do pecado é a morte” (Rm 6.23). Se não nos
afastarmos do pecado, estaremos expondo o nosso espírito a perigos drásticos, o
que as Escrituras não recomendam. O conselho precioso de Deus quanto ao nosso
espírito é que o mesmo seja também santificado:
“Ora, amados,
visto que temos tais promessas, purifiquemo-nos de toda a impureza tanto da
carne, como do espírito, aperfeiçoando a nossa santificação no temor de Deus”
(2Co 7.1).
CONCLUSÃO
Aquilo que a
palavra nos ensina acerca da santidade deve ser cumprido com muito temor de
Deus e muita dedicação. “Pois Deus não nos chamou para a impureza, mas para a
santificação” (1Ts 4.7).



