Posted by : Francisco Souza
quinta-feira, 26 de fevereiro de 2015
Que tristeza aqueles
destituídos do princípio da santificação. Estão espiritualmente mortos (Ef
2.1). Embora respirem, não vivem. A maioria do mundo permanece sem
santificação: ]
“O mundo inteiro jaz no Maligno”
(1Jo 5.19),
isto é, a maior parte dele. Muitos se nomeiam cristãos, mas destruíram
completamente a palavra santo. Alguns homens querem explicações racionais, o
cristão quer graça. Ainda há algo pior, alguns mantêm tal posição de impiedade
odiando e zombando da santificação. Eles a odeiam. Se for ruim desejá-la, pior
é odiá-la. Eles abraçam a forma da religião, mas odeiam o poder.
O urubu odeia
odores agradáveis, o mesmo acontece com os ímpios que odeiam o perfume da
santidade. Dizem zombeteiramente: “Este são os seus homens santos?”Zombar
da santificação exige um alto grau de ateísmo e é uma marca negra de
reprovação. O desprezível Ismael foi lançado fora da família de Abraão (Gn
21.9), aqueles que zombam da santidade serão privados do céu.
Segundo: acima
de todas as coisas persiga a santificação. Procure a graça mais do que o ouro: “Retém
a instrução e não a largues; guarda-a, porque ela é a tua vida” (Pv
4.13). Em relação
a esta aplicação, vamos responder a duas perguntas:
Primeira pergunta:
Quais são os principais incentivos à santificação?
1. É a
vontade de Deus que sejamos santos, como diz o texto: “Pois esta é a
vontade de Deus: a vossa santificação”. Como a Palavra de Deus deve ser
regra, também deve ser a razão de nossas ações. Essa é a vontade de Deus, nossa
santificação. Talvez não seja da vontade de Deus que sejamos ricos, mas é sua
vontade que sejamos santos. A vontade de Deus é nossa garantia.
2. Jesus
Cristo morreu para nossa santificação. Cristo morreu e derramou seu sangue para
lavar nossa impureza. A cruz era tanto um altar quanto uma pia: “O qual
a si mesmo se deu por nós, a fim de remir-nos de toda iniquidade”(Tt 2.14).
Se pudéssemos ser salvos sem a santidade, Cristo não precisava ter morrido.
Cristo morreu não somente para nos salvar da ira, mas também do pecado.
3. A
santificação nos leva a ser semelhantes a Deus. Este foi o pecado de Adão:
desejar ser igual a Deus em onisciência, porém, devemos nos preocupar em ser
semelhantes a Deus em santidade. Pode-se ver nitidamente a face em um bom
espelho, pode-se ver algo de Deus em um coração santo. Nada divino pode ser
visto em uma pessoa não santificada, porém se pode ver a imagem de Satanás. A
inveja é o olho de Satanás, a hipocrisia seu pé, mas nada da imagem de Deus
pode ser vista nelas.
4. A
santificação é algo que Deus ama muito. Nenhum ornamento exterior, ou
descendência importante ou grandeza deste mundo chama a atenção do amor de
Deus, mas um coração cheio de santidade chama sua atenção. Cristo nunca admirou
outras coisas senão a beleza da santidade. Ele desrespeitou a grande construção
do templo, mas admirou a fé de uma mulher, à qual disse: “mulher,
grande é a tua fé” (Mt 15.28). Assim como um rei se alegra em ver sua
imagem cunhada em uma moeda, onde Deus vê sua imagem Ele atribui seu amor. O
Senhor tem dois tronos em que habita, um deles é o coração santo.
5. A santificação é a única coisa que nos torna visivelmente diferentes dos ímpios. O povo de Deus tem seu selo sobre ela: “Entretanto, o firme fundamento de Deus permanece, tendo este selo: O Senhor conhece os que lhe pertencem. E mais: Aparte-se da injustiça todo aquele que professa o nome do Senhor” (2Tm 2.19). O crente é selado com um selo duplo, um selo da eleição: “O Senhor conhece os que lhe pertencem”, e um selo da santificação:“Aparte-se da injustiça todo aquele que professa o nome do Senhor”. Este é o nome pelo qual o povo de Deus é conhecido: “Teu santo povo” (Is 63.18). Como a castidade distingue uma mulher virtuosa de uma prostituta, também a santificação distingue o povo de Deus de outros povos: “E vós possuís unção que vem do Santo” (1Jo 2.20).
6. É uma
grande vergonha ter o nome de cristão e carecer de santidade, assim como ter o
nome de mordomo e carecer de fidelidade; ou ter nome de virgem e carecer de
virgindade. A religião é exposta à reprovação quando pessoas batizadas em nome
de Cristo não são santas, quando têm os olhos cheios de lágrimas no domingo,
mas nos dias de semana seus olhos estão cheios de adultério (2Pe 2.14). Ser
devoto da mesa do Senhor como se estivesse pisando no céu e tão profano durante
a semana como se tivesse saído do inferno. Ter nome de cristão e não ser santo
é um escândalo para a religião e os caminhos de Deus ficam mal falados.
7. A
santificação é apropriada para o céu. “Nos chamou para a sua própria
glória e virtude” (2Pe 1.3). A glória é o trono e a santificação é o
degrau pelo qual subimos até ele. Como é comum limpar primeiramente o vaso para
depois pôr o vinho, Deus primeiro nos purifica pela santificação e, depois,
derrama em nós o vinho da glória. Salomão foi primeiramente ungido com óleo e
depois se tornou um rei (lRs 1.39). Primeiramente, Deus nos unge com o santo
óleo de seu Espírito e, depois, coloca a coroa de felicidade sobre a nossa
cabeça. A pureza de coração e a contemplação de Deus estão unidas (Mt 5.8).


